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Análise rápida

Google migra a sua campanha de Search para AI Max em 1 de setembro sem pedir autorização

William Ribeiro

William Ribeiro

Fundador da Moyker | Assessoria de Performance para E-commerce

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07 de agosto de 2026-4 min de leitura

O Google Ads avisou anunciantes por e-mail em 5 de agosto de 2026 que campanhas de Search elegíveis passam a ser convertidas em AI Max a partir de 1 de setembro. O Search Engine Land publicou o caso em 6 de agosto e o PPC Land detalhou quais configurações entram ligadas em cada cenário. Não existe botão de recusa. Quem não quiser ser migrado no automático precisa desligar a configuração antiga antes da data ou migrar por conta própria e escolher os padrões.

O que muda na mecânica

A elegibilidade é objetiva e vale conferir antes de reagir. Entram campanhas de Search que usam recursos criados automaticamente, campanhas com correspondência ampla em nível de campanha, e campanhas com as duas coisas. Campanha sem nenhuma das duas não sofre alteração em 1 de setembro. Quem usa recursos criados automaticamente recebe AI Max com correspondência de termos de pesquisa e personalização de texto ligadas, e com expansão de URL final desligada. Quem usa só correspondência ampla de campanha recebe apenas correspondência de termos de pesquisa. O Google diz que espelha a configuração atual para preservar o comportamento da campanha o mais próximo possível.

O AI Max não é o risco aqui

Ligar AI Max é decisão defensável em conta com estrutura de termos limpa, lista de negativas viva e medição confiável. O próprio e-mail do Google recomenda a transição manual agora, para manter controle total da configuração. O risco não está no recurso, está em quem escolheu a data. Migração automática em 1 de setembro significa que a conta muda de comportamento em um dia que você não definiu, com padrões que você não revisou. Pior: no meio de uma janela de leitura já contaminada pela mudança de estratégias de lance de 17 de agosto. São duas variáveis novas em quinze dias.

O que isso muda para o seu e-commerce

Correspondência de termos de pesquisa transfere o freio da cobertura para a sua lista de negativas. Enquanto a campanha rodava por palavra-chave escolhida a dedo, a negativa era rede de segurança. Depois da migração, ela vira o principal limite entre o seu orçamento e consulta que não tem relação com o seu catálogo. Personalização de texto mexe no outro lado: o título do anúncio passa a ser reescrito por consulta, e qualquer teste de copy em andamento perde grupo de controle. Nenhum dos dois efeitos é grave em conta diagnosticada. Os dois saem caro em conta que nunca abriu o relatório de termos de pesquisa e trata gestão de tráfego pago como configuração feita uma vez.

Três checagens até 31 de agosto

  1. Descubra se você é elegível, campanha por campanha. No Google Ads, abra Campanhas e filtre por tipo Rede de Pesquisa. Em cada campanha, vá em Configurações e procure o bloco "Recursos criados automaticamente" e a correspondência ampla em nível de campanha. Conte quantas campanhas têm pelo menos uma das duas ligadas. Se o número for zero, feche a aba: 1 de setembro não muda nada na sua conta.
  2. Meça o quanto a sua conta já depende de negativas. Abra o relatório de termos de pesquisa dos últimos 30 dias, ordene por custo e some o gasto em termos que você não compraria de propósito. O corte que usamos em auditoria é 10%: acima disso, desligue os recursos antigos antes de 1 de setembro e faça a migração manual depois de arrumar a lista de negativas.
  3. Salve a linha de base do criativo. Em Anúncios e recursos, exporte um CSV com impressões, CTR, taxa de conversão e custo por conversão por anúncio dos últimos 30 dias. Faça isso antes de 1 de setembro. Sem essa foto, em outubro você não separa efeito de texto reescrito de efeito de lance.

O que ignorar do barulho

Ignore a leitura de que o Google está tomando a sua conta. A migração alcança quem já optou por automação parcial, e não quem monta campanha por palavra-chave exata. Ignore também o impulso de desligar recursos criados automaticamente em massa só para escapar da data. Isso troca um risco de diagnóstico por uma perda de cobertura certa, e a direção do produto continua a mesma: o DSA já tem migração marcada para AI Max. Fugir da data também não responde a pergunta que interessa: quais termos a sua conta compra hoje. Essa resposta sai de diagnóstico técnico, e vale com AI Max ligado ou desligado.

A conta que sabe quais termos compra hoje só troca de interface em 1 de setembro. A conta que nunca abriu o relatório de termos vai conhecer a própria estrutura pelo extrato de outubro.

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William Ribeiro

William Ribeiro

Fundador da Moyker | Assessoria de Performance para E-commerce

Background em BI aplicado ao e-commerce (Petrobras, Tramontina, W3Haus). Fundou a Moyker em 2023 para levar rigor analítico enterprise para e-commerces B2C brasileiros faturando R$ 50k a R$ 500k por mês.

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