Google tirou o Performance Max da medição de Branded Searches

William Ribeiro
Fundador da Moyker | Assessoria de Performance para E-commerce
Em 18 de agosto de 2026 o Google atualizou a documentação de attributed branded searches e o Performance Max saiu da lista de tipos de campanha suportados (Search Engine Land). Sobraram YouTube e Demand Gen. No lançamento, em 23 de julho de 2025, o PMax estava na lista, descrito como elegível por YouTube, Discover e Gmail (Search Engine Land). A métrica conta quem pesquisou a sua marca depois de ver o seu anúncio, formato que o Google manteve na própria comunicação de produto (Google Ads Help).
O que muda na mecânica
Três coisas mudaram na mesma atualização. A janela padrão caiu de 30 dias de view-through para 7 dias, com ajuste manual entre 1 e 30. A métrica passou a ser categorizada sob o objetivo de Consideração. E ela segue como ação de conversão primária sem estar disponível como meta de otimização de lance. Nenhuma dessas mudanças mexe em entrega: o leilão continua igual, o número do relatório não.
A janela é o item mais pesado dos três. Busca de marca depois de impacto de vídeo é efeito lento por natureza. Cortar a janela em 77% não reduz o efeito, reduz a fração dele que aparece na coluna.
O que isso muda para quem roda e-commerce
Se a sua conta tinha branded searches contando dentro de campanhas Performance Max, a contagem de conversões vai cair sem que uma venda sequer tenha sumido. Comparação de agosto contra julho quebra na origem, e o gráfico de eficiência mostra piora onde não houve piora.
A ressalva importa aqui: isso só vale se a ação de fato existia e estava mapeada na conta. Boa parte das operações de e-commerce nunca configurou o mapeamento de marca, e nessas contas o relatório não vai variar um dígito. Confirme a existência da ação antes de escrever qualquer explicação na reunião de resultado. Explicar queda que não aconteceu custa mais credibilidade do que a queda em si.
O efeito de segunda ordem é o que sobra. Branded searches era o instrumento nativo para precificar o efeito de marca do PMax nas superfícies de vídeo e descoberta. Quem sustentava verba com esse número perdeu o número, não o efeito, e segue com a mesma pergunta de atribuição na mesa.
Como adaptar agora
1. Meça o buraco antes que ele apareça no relatório. Abra Objetivos, Conversões, Resumo. Filtre por ação de conversão e localize a linha de branded searches. Olhe a coluna "Incluir em Conversões". Se estiver marcada e a campanha de origem for PMax, anote o volume dos últimos 30 dias. Gatilho de decisão: se esse volume passar de 5% do total de conversões da conta, a sua série histórica precisa de nota de rodapé antes do próximo fechamento mensal.
2. Construa o instrumento fora do Google Ads. Abra o Search Console, vá em Desempenho, Consultas, filtre consultas que contenham o nome da marca e exporte o volume semanal. Cole ao lado do gasto semanal de PMax na mesma planilha, com 12 semanas de histórico. Gatilho: se a busca de marca subir mais de 10% nas semanas de gasto alto e recuar nas de gasto baixo, o efeito existe. Aí ele é seu, medido por você, sem depender de coluna que o Google pode remover de novo.
3. Tire a métrica de dentro da conta de resultado. Em cada campanha PMax, abra Configurações, Metas de conversão, e verifique se branded searches está entre as primárias. Se estiver, mova para secundária e deixe compra como única primária. Gatilho: campanha com meta de conversão diferente de compra sai da sua comparação de ROAS até estar corrigida. Esse ajuste vale mesmo em conta onde a métrica ainda aparece, porque a base de contagem mudou.
O que ignorar do hype
"O Google está matando o PMax" vai circular nos próximos dias. Não é isso. Nenhuma capacidade de entrega saiu da campanha. Saiu uma linha de relatório de uma métrica de consideração que nunca foi meta de lance. Ler remoção de documentação como descontinuação de produto erra o fato e a decisão que vem depois.
A leitura oposta também não se sustenta. Documentação não some por engano quando a janela padrão muda de 30 para 7 dias no mesmo movimento. É decisão de produto, e decisão de produto sobre medição chega na documentação antes de chegar no seu dashboard. Por isso a instrumentação própria é a parte do setup de tracking que ninguém tira de você.
Métrica removida da documentação não apaga o efeito que ela media. Quem já tinha instrumento próprio de busca de marca não perdeu nada nesta atualização.
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William Ribeiro
Fundador da Moyker | Assessoria de Performance para E-commerce
Background em BI aplicado ao e-commerce (Petrobras, Tramontina, W3Haus). Fundou a Moyker em 2023 para levar rigor analítico enterprise para e-commerces B2C brasileiros faturando R$ 50k a R$ 500k por mês.
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