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O gargalo que ninguém estava olhando: como um e-commerce saiu de R$1.500 para R$157.000/mês

A história de um e-commerce de semi-joias que acreditava ter um problema de tráfego. O problema real estava no carrinho. E a solução não foi um novo anúncio.

12 de março de 2026·3 min read

Quando esse e-commerce chegou para nós, o diagnóstico do dono era claro: precisamos de mais tráfego.

Faturamento de R$1.500/mês. Campanhas rodando no Meta com resultados inconsistentes. Nenhuma presença no Google. A lógica parecia simples: mais tráfego, mais vendas.

Esse raciocínio estava pela metade.

O que o diagnóstico revelou

Antes de subir qualquer campanha nova, fizemos o que sempre fazemos: analisamos o negócio inteiro.

A primeira descoberta foi uma oportunidade que nenhum profissional anterior havia notado: as buscas pelo fornecedor principal da loja no Google tinham volume significativo de pesquisa e, praticamente, nenhum concorrente anunciando. O CPC estava abaixo de R$0,10 — quase zero.

Essa janela não ficaria aberta para sempre. Ativamos a estratégia de busca por marca no Google com orçamento conservador. O retorno foi imediato.

Mas o trabalho não parou aí.

Com o tráfego aumentando, ficou evidente um segundo problema — esse sim o gargalo real. A taxa de conversão era baixa demais para o volume de visitantes que chegava. Usuários entravam, navegavam nas páginas de produto, mas saíam antes de comprar.

A análise do funil revelou onde estava a perda: na etapa de adição ao carrinho. O tipo de carrinho configurado na plataforma criava fricção desnecessária no momento mais crítico da jornada de compra.

A solução não foi um novo criativo. Não foi um novo público. Foi uma alteração técnica na configuração do carrinho dentro da plataforma de e-commerce.

A taxa de conversão triplicou.

Os números em perspectiva

Quatro meses depois do início da parceria, o faturamento mensal era de R$157.000.

Mas o número que importa mais do que o pico é a consistência: ROAS acima de 10x de forma contínua, com frequência ultrapassando 15x. Não foi um mês bom isolado. Foi a construção de uma operação que funciona com previsibilidade.

Ao longo dos dois primeiros anos de parceria, o volume total gerado ultrapassou R$4 milhões.

O que esse case ensina

Duas lições que aparecem em forma ligeiramente diferente em praticamente todo e-commerce que chega até nós:

Primeira: a oportunidade raramente está onde todos estão olhando.

Quando todo mundo está no Meta Ads, a concorrência pressiona o CPM e comprime o ROAS. Às vezes o maior retorno está em um canal que ninguém do seu setor explorou ainda. Mas você só encontra isso se olhar para fora da tela que já está aberta.

Segunda: tráfego sobre funil quebrado é dinheiro queimado.

Dobrar o investimento em anúncios com a taxa de conversão que esse e-commerce tinha antes da correção teria dobrado o custo sem dobrar o resultado. O tráfego chegava. O problema era o que acontecia depois.

A alteração no carrinho não custou nada além de tempo de diagnóstico. O impacto foi maior do que qualquer ajuste de campanha que poderíamos ter feito.

A sequência que funciona

Esse caso ilustra bem a lógica que aplicamos em todo projeto:

  1. Diagnóstico antes de tráfego. Entender o funil completo, identificar onde está a maior perda, estimar o impacto financeiro de corrigir cada ponto.

  2. Corrigir o que está quebrado antes de escalar. Mais tráfego sobre problema estrutural amplifica o problema, não resolve.

  3. Identificar oportunidades não óbvias. O que os concorrentes não estão fazendo. O canal subutilizado. O keyword com CPC mínimo e demanda real.

  4. Escalar o que funciona com consistência. Não o pico isolado — a média sustentável ao longo do tempo.


A pergunta que fazemos no início de todo projeto não é "qual campanha vamos rodar?". É "onde está o dinheiro sendo perdido?".

Às vezes a resposta está no anúncio. Na maioria das vezes, não está.

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